O dia que sonhei

Com afago, com brincar, com riso e com choro. Com colo. Com surpresas tão singelas e simples quanto comer segurando a colher, ou pedir uma brincadeira favorita que só acontece entre nossos braços. Com sonecas no horário habitual e comida fresca para ser partilhada. Sem medo, sem falta, sem angústia, sem segredo. Com saudade, com presença. Com trabalho e com descanso, com cansaço e com acolhimento. Sem sobressaltos, sem adoecimento, sem sustos. Com lembrança viva. Sem culpa, sem arrependimento. Sem grandes acontecimentos, sem arroubos de alegria, nem abismos de tristeza. Sem a necessidade de abrir embalagens, de forjar presente ou presença. Com hálito quente de dente mal escovado. Com abraço apertado, beijo melado, beiço de sono. Com cabelos roçando o nariz e uma mão ao alcance da outra. Tudo assim, absolutamente previsível. Janelas abertas, tic-tac, tic-tac, tic-tac, um dia igual ao outro, igual ao outro, igual ao outro… Pre-vi-sí-vel. O dia das mães que há muito sonhei. Hoje eu tive.

maes
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