Bebê de propaganda

Ontem, a Johnsons divulgou sua campanha de dia das mães com um bebê lindo, como sempre. O protagonista, um pequenino com
Síndrome de Down, fez bonito não só por si. Tornou visíveis milhares de crianças e adultos que tem sido ignorados pela mídia. Celebrei. Esperancei.

E também me lembrei de uma passagem de três anos atrás, quando Alice tinha oito meses. Havíamos recebido há pouco tempo o diagnóstico de Paralisia Cerebral e Síndrome de West. Era, ainda, a primeira semana que ela atravessava sem o suporte adicional da bala de oxigênio para respirar.

Naquela tarde de sábado, preparei a água na banheira como quem recria o próprio útero. Macia era a pele de minha filha, límpido era o coração de sua mãe. Tudo era vida e ternura. O calor, o toque, a umidade, nossas testemunhas. Nada mais tinha espaço entre nós. Nem mesmo diagnósticos. Sobretudo, os diagnósticos. Éramos apenas mãe e filha – e um manifesto de amor.

O encantamento por minha pequena, a alegria por viver um momento tão singelo eram imensos. O registro em foto foi o artifício que elegi para guardar a sensação. Mas nem era preciso: a memória desse dia permanece acessível ao sentimento.

Um viva à publicidade que nos representa!

#todobebeéumbebe

*não, esse não é um post patrocinado.

 

bebe

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