Incomum

Uma cena comum que esconde uma porção de tesouros. E revela outros tantos! 
1. Uma menina de 3 anos sustentando cabeça, pescoço e curiosidade. 

2. O diagnóstico diz que ela tem visão subnormal, mas algo certamente atraiu um olhar doce e interessado sobre os verdes. Talvez seja a esperança. 

3. Ela não anda com as próprias pernas, mas os cachinhos balançaram por terra e água, fosse no colo ou na cadeira. 

4. Ela tem pulmões frágeis, estava ligeiramente resfriada, mas não poupou fôlego para a alegria de estar entre natureza, mãe e pai. (A bala de oxigênio ficou de testemunha num canto qualquer) 

5. Não havia hospital perto, celular e internet não funcionavam. O que seria motivo de desassossego ou inviabilidade em outros tempos, dessa vez foi sinônimo de paz. 

6. O lugar tinha pouca acessibilidade no que tange à infraestrutura, haja vista que era uma fazenda histórica, dos tempos em que pessoas com deficiência não tinham direitos, e tombada pelo patrimônio. Mas não havia barreiras para a colaboração e a atenção das pessoas que facilitaram nossa passagem por lá. Resignificamos, mais uma vez, o conceito de respeito. 

7. Teve som de galo, galinha, cavalo, ovelha, cachorro e passarinho. Mas foi o bater de asas silencioso de uma borboleta azul que confiscou o coração da pequena justamente aí, no meio dessa mata verdinha. 

8. Por fim, mas não menos importante: há muito mais do que cachos a trançar as histórias de mãe e filha.

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