Recolhimento

Há situações que vivenciamos que nos pedem recolhimento. Deixar os pensamentos ali, marinando, tomando forma e gosto com o tempero dos dias. Acolher as inquietações, reconhecê-las, valorizá-las, questioná-las, olhá-las de frente e, intimamente, arranjar espaço para com elas conviver. Permitir que as emoções encontrem lugar para decantar, uma a uma, num repouso, numa espera, numa esperança. Eu disse esperança?

Pois essa esperança é, para nós, um fermento. A gente coloca uma pitada bem pequenina aqui ou acolá, naquela mistura de decisões e sentimentos, e a menor possibilidade parece grandiosa. O peito se alarga para os tantos recomeços. A confiança transborda. Pode ser que o amálgama das incertezas e angústias permaneça lá, mas a salpicada de esperança muda a forma como assumimos essa labuta. Transforma.

Essa é uma receita certeira para o enfrentamento das intempéries da vida. Mas quando a ela é adicionada uma porção generosa de amor por um filho, aí torna-se imbatível. Quer dizer, porção generosa não, porque amor não é dado a porções. Amor por filho é uma baciada, como se diz aqui na minha terra. Não tem começo nem fim, não tem antes nem depois, não tem eira nem beira. O amor que se adiciona a essa receita de coragem para a vida é descanso, é livramento, é liberdade. Por ele, com ele, abraça-se o mundo. Então, cá estamos.

Ensaio Alice - Mariana Rosa & Wesllem

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