Cheia de graça – por Rafaela Paterno

Sexta, dia de partilha!

Para quem chegou ao Diário nos últimos dias, esclareço que toda sexta publico uma história de amor. Pode ser pelo filho(a), pelo pai ou pela mãe, pelo(a) companheiro(a), por um amigo, por um profissional… Enfim, qualquer pessoa a quem sejamos gratos por existir em nossa vida. E não precisa ser um relato textual… pode ser uma música, um poema, uma imagem, qualquer coisa que expresse o que vai em seu coração. Para ter sua história publicada, é só enviar um emal para diariodamaedalice@gmail.com.

Quem assina a história de hoje é a Rafaela Paterno, que mora com o marido e as três filhas na cidade de Corupá, em Santa Catarina. O relato dela fala de aconchego, de fé e, sobretudo, de um grande amor como aliados na recuperação de sua filha prematura.
Obrigada, Rafaela! E viva a Ana Beatriz!

“Arrumando as fotos de minhas meninas, revi os poucos registros que fiz da Ana Beatriz, minha terceira filha, no hospital… Decidi que teria poucas imagens dessa fase difícil, mas algumas são imprescindíveis, como essas que compartilho com vocês. Quem já passou pela prematuridade sabe o quanto são valiosos o primeiro colo, o primeiro banho, a saída do respirador… cada pequeno passo nos leva para a porta de saída do hospital. Dentre as angústias que vivemos, sair do respirador e saturar o suficiente para a alta foram as maiores… Ana Be saiu e voltou, e sempre estava respirando rapidinho, nunca saturando cem por cento.
Então chegou o dia de amamentar pela primeira vez. Como não podia deixar de ser, havia muita ansiedade envolvida… Era um olho no bebê e outro no oxímetro para ver a resposta dela, torcendo para não ter problemas com a oxigenação por conta do esforço. Qual foi a nossa surpresa?! A pequena alcançou 100% de saturação de oxigênio durante todo o tempo que mamou, coisa que nem com o respirador fazia. Bateu altos papos com a mamãe e o papai ficou de olho. Para mim, essa foi a prova de que o toque, a conversa, o “pele a pele” fazem maravilhas para os pequenos prematurinhos. É o amor que cura. Desse momento em diante foi só alegria e poucos dias depois levamos nossa pequena preciosa pra casa. Hoje, Ana Beatriz está quase completando dois anos. Em fevereiro, ela foi submetida a uma cirurgia do coração, e foi bem sucedida na correção de sua cardiopatia. No próximo ano, operará a coluna devido a uma malformação, mas seguimos confiantes de que tudo dará certo também. Cada dia de vida de nossa filha faz jus ao significado de seu nome: Ana significa cheia de graça, enquanto Beatriz é aquela que faz os outros felizes.”

rafaela

Anúncios
Esse post foi publicado em Partilhas de amor e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s