Licença poética da maternidade – por Jaqueline Resende Cândido Mello

Lembrando que se você quer contar uma história de amor, é só enviar um email para diariodamaedalice@gmail.com. Vale qualquer história de amor, registrada sob qualquer formato (texto, imagem, música…).

A Jaqueline Resende Cândido Mello, que mora em Brasília, tem destacada habilidade para costurar e alinhavar beleza, criatividade e delicadeza e dar o formato de adereços para casa, para festas, para todo dia. Mas hoje ela veio bordar pontos de vista que ocorreram a ela durante a gestação de seu segundo filho, agora já nascido e um pouquinho crescido. A ela, agradeço a generosa partilha e a oportunidade de resignificar o bordão “padecendo no paraíso”.

Obrigada, Jaqueline!

“Dos palpites, achismos e afins – Dramas de uma mãe, grávida, com os dias contados, que sabe os palpites que estão por vir, e está acordada desde as três.

Irritada, cansada, intolerante com os palpites, achismos e afins. Posso nem ouvir ´ser mãe é padecer no paraíso´. Tanta coisa é, mas tinham que escolher justo a maternidade. Talvez porque a maternidade não seja, para a maioria, escolha consciente e sensata. Talvez tenha sido mera consequência, desastre, ou prestação ao serviço militar obrigatório. E aí é padecer no paraíso mesmo, como se castigo fosse. Senso comum que me irrita. Ah, não tem receita pra educar.. Não tem? Será? Nenhuma infalível? Mas o mundo inteiro tem. E quer te passar, porque vai que serve pra você, vai que dá certo com você, com os seus… Escolhi e isso basta. Não tenho receita. E também não quero, obrigada.

Petulante, egoísta…pode ser. É mais um mundo que quero descobrir, vivendo, observando, errando e acertando. Não me interessa se aquele choro é de fome, de manha, de cólica. Talvez seja de insegurança apenas. Não me interessa se vai nascer ´forte´, se o leite desceu, se tem muito leite, se chora ou se dorme, muito ou pouco. Se vai esperar o dia certo… Não, não me interessa nada disso. Não tenho sexto, nem décimo sentido. Não tive nem pra palpitar no sexo. Tenho um ventre. E tenho coração. E é ele que me guia! E aqui estou, à espera. Cheia de dramas, tudo novo de novo. E o mundo inteiro aí: cheio de receitas, palpites, achismos. Achismos não, equivoquei-me, certezas mesmo. Enquanto eu só tenho uma e ela me basta: escolhi. Ah, ´pois você deveria estar dormindo… aproveita, porque dormir nunca mais”… Dias depois…

Licença Poética
Quando nasci,
um anjo iluminado,
desses que seguram na mão da gente,
predestinou-me.
Vai, Jaqueline, ser MÃE na vida!”

jac

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