Além da maternidade…

Recebi uma mensagem de uma colega de Faculdade, que há tempos não vejo, mas por quem tenho muito carinho. Ela contava que havia sonhado comigo e que, no sonho, perguntava se eu estava cuidando também de mim mesma. À parte a alegria de poder ter notícias e receber o afeto de alguém que me transportou aos saudosos tempos de estudante, impressionou-me a sincronicidade da vida. Não é que esse tem sido um desafio e tanto?

Acredito que cuidar de minha filha seja a melhor maneira de cuidar de mim mesma. Mas não é suficiente. Outro dia andei algumas quadras com ela no colo, já são fartos 10 quilos, e antes de chegar ao destino eu estava de língua de fora. Uma situação insustentável, concluí. Não sei se e quando ela andará e, diante disso, precisarei estar em forma, bem condicionada e forte, para carregá-la ou empurrar uma cadeira por algum tempo. Mais do que isso… Quero viver muito para realizar os tantos projetos que habitam minha mente, os tantos sonhos que povoam meu coração. Se é certo que minha filha aguçou meu apreço pela gentileza e pela empatia, e me deu um nobre propósito de vida, quero estar viva – no pleno sentido da palavra – para dedicar não só a ela, mas ao mundo, o melhor de mim.

Também quero que ela cresça tendo por perto um riso de criança, um cheiro de comida fresca, a cor da alvorada, uma visita gostosa e inesperada, a descoberta de um livro ou de uma música, o afago de um amigo, um ofício prazeroso, uma família à sua espera. Ela saberá cultivar cada uma dessas riquezas na medida em que seus pais também o fizerem, cotidianamente, o que devolve para mim a responsabilidade.

Pouco a pouco, estou trazendo para o peito esse desafio de viver minha identidade integralmente. Começando pela saúde física, que há tempos requer um cuidado mais atento, mas passando também pelo resgate do lugar “onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros…”, como diria a canção. Cada experiência vivida em torno de minhas necessidades e interesses é uma emoção a ser compartilhada com minha filha, uma conquista que quer provocar sua admiração, mas é, sobretudo, uma demonstração de amor.

Isso posto, senti necessidade de me apresentar a vocês: além de mãe da Alice, o predicado mais bonito de minha vida, eu sou Mariana Rosa, uma mulher de 37 anos com múltiplos interesses, que descobriu no amor a máxima força para a realização de suas utopias. Muito prazer! E você, que acompanha o Diário da mãe da Alice, quem é? (vou gostar muito de conhecer mais de cada um, mesmo os que supostamente já conheço tanto…!)

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