O sobressalto da prematuridade – por Anny Karoliny

Hoje é sexta, dia de partilha!

O relato vem lá da cidade de Salinas, da mãe Anny Karoliny, que celebra e agradece a vida da filha Maria Clara todos os dias, depois de quase tê-la perdido.

Anny Karoliny, obrigada por nos contar sua história com a Maria Clara e reafirmar nossa crença na vida e no amor. Um viva para as duas!

“Maria Clara nasceu no dia 12/01/2014, prematura, com 32 semanas e 6 dias. Nasceu bem, com um pouco de dificuldade respiratória. Já nos primeiros dias de vida, ela mesma se extubou e respirava sem a ajuda de aparelhos. Mas meu sentimento de mãe me dizia que algo não estava bem. Eu a peguei em meus braços e, por alguns instantes, conheci o melhor cheiro do mundo e o amor mais verdadeiro do mundo. Naquele momento com ela em meu colo, os aparelhos começaram a apitar. Não entendia o que estava acontecendo e fui para casa com o peito apertado de deixar a minha pequena lá.
Na manhã seguinte, cheguei naquele hospital com meu coração palpitando fortemente, ansiosa para saber notícias da minha pequena, mas cada vez mais a notícia demorava e a visita, que seria as 11h, foi adiada para as 13h. Foi quando o anjo protetor da minha filha, a dra Flávia Cyrino, com um jeito meio forte, me disse: ´Anny Karoliny, chame seu marido porque Maria Clara não está bem! E eu nao sei se ela vai conseguir resistir até esta tarde!´ Foi como se abrisse um buraco imenso diante mim. Mas a dra Flávia me prometeu que ficaria junto da Maria Clara e que faria tudo o que estivesse a seu alcance para salvar a vida dela e devolvê-la para meus braços.
Na capela do Hospital, onde não havia mais ninguém, pude contemplar a presença de Deus e dos seus anjos, entreguei minha filha e disse que seria conforme a sua vontade! Voltei, então, para a UTINeonatal para ficar ao lado da minha pequena, conversar e rezar com ela. Foi quando percebi que ela estava indo embora… Então, disse a enfermeira: ela está indo, não é? Afastei-me e deixei que fizessem seu trabalho, e eles conseguiram reanimá-la. Foram três minutos de parada e, logo depois, um alívio saber que Deus quis deixá-la comigo. A dra Flavia ficou lá, persistente, confiante, sem desistir. Aos poucos as coisas foram se tornando melhores, alguns dias bons e outros muitos bons, o pior já havia passado. Nós fomos nos tornando mais fortes dentro daquele hospital. Foram 45 dias de muita luta e muito amor. É inexplicável o que sinto por ela. Aquele ditado que amor de mãe não tem igual é a mais pura verdade! Não há igual em nenhum outro sentido.”

anny

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