Mãe no plural

Desde que me fiz mãe, sinto-me, ainda mais fortemente, um coletivo de gente. Minha mãe, minhas avós, minhas tias, minhas irmãs, minhas amigas habitam em mim, carregadas, elas mesmas, de outras tantas mães. Cada uma delas empresta valores, tradições e experiências maternos a esse virtuoso amálgama de que sou feita. São elas que me dão a mão e me conduzem no sentir, no fazer e no cuidar próprios da maternidade.
Sinto-me parte de um clã. É como se, agora, eu tivesse um lugar nessa roda que o feminino alimenta, o tempo move e a consciência reinventa. Porque mais do que legado, maternidade é aprendizado. A herança das mães que me amparam é como um rascunho que vou passando a limpo na experiência diária como mãe de minha filha. Vou aprimorando também no convívio com outras pessoas, homens e mulheres, que fazem do cuidado uma demonstração suprema de afeto.
Essa vivência diária como mãe de minha filha me desafia, me instiga e me impulsiona, mas, sobretudo, constrói meu lugar na história da co-criação da vida. E me preenche.

matri

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