A transformação pelo amor – por Roberta Toneti

A décima primeira história de amor é da Roberta Toneti, mãe da Rafaella. Um testemunho emocionante que não deixa dúvidas acerca da força transformadora do amor!

Eu não conheço a Roberta pessoalmente, mas tenho tido o prazer de conversar com ela virtualmente para celebrar lutas e conquistas! A você, Roberta, meu carinho, minha admiração e minha gratidão por saber de você e sua filha fortalecidas e felizes!

“Minha história começou há 6 anos, quando engravidei. Aos 6 meses de gestação tive pré-eclampsia, somada à sindrome de hellp, o que me obrigou a fazer uma cesárea de emergência. Minha filha Rebecca nasceu com 760 gramas e, apesar de todos esforços, ela se foi quatro dias após nascer… Isso nos marcou muito, a mim e ao meu marido… Eu, que sempre fui uma pessoa muito alegre, me tornei depressiva e triste… A partir dali, sonhava com uma nova gravidez. A minha Rebecca se foi, mas deixou em mim o desejo avassalador de ser mãe novamente!

Em julho de 2011, eu descobri que estava grávida. Em função do meu histórico físico e emocional, fui acompanhada por um especialista em gestação de alto risco, e tive uma gravidez muito regrada e cheia de restrições. Mas eu estava disposta a fazer o que fosse necessário. Minha alegria foi imensa quando constatei que se tratava de uma menina, minha tão sonhada Rafaella… Porém, mesmo com todos os cuidados, aos 5 meses comecei a apresentar novamente os sintomas da pré-eclampsia. Tentamos tudo, eu daria minha vida se preciso fosse… Novamente fui internada e, apesar de todos os esforços, com apenas 6 meses de gestação no dia 31 de dezembro, às 17h56, nascia minha Rafaella, prematura extrema, pesando apenas 665 gramas e medindo 29 cm… Os médicos não nos deram esperanças, pois um bebê tão pequeno e frágil teria muito pouca chance de sobrevivência. E, ao mesmo tempo, também alertaram para o risco de tentar outro filho, pois consideraram que eu não resistiria a outra pré-eclampsia.

O desespero foi enorme. A Rafinha era muito menor do que a nossa primeira filha, que não havia resistido. Naquele dia, eu fui até a sua incubadora e conversei longamente com ela, disse o quanto ela era amada e desejada e pedi que ela não se entregasse, que ela lutasse pela vidinha dela, pois nós jamais iríamos desistir e estaríamos ali todos os dias ao seu lado. Falei, ainda, que não importava o fato de ela ser pequena e aparentemente tão frágil, que eu sabia que ela era forte, que eu acreditava nela com todo meu coração e que juntas iríamos vencer todas as batalhas que tivéssemos que travar!

E assim foi a nossa luta. Logo nos primeiros dias, ela teve uma hemorragia cerebral decorrente de uma infecção, e foram várias infecções, uma atrás da outra, sendo a pior delas a que causa necrose no intestino. Os médicos novamente nos alertaram para a gravidade do quadro. Para eles, o pior era apenas uma questão de horas…Mas eles não conheciam a força da minha Rafinha, que, depois de 15 dias, se curou dessa infecção.. Ainda houve várias intercorrências, três paradas respiratórias de ficar totalmente roxa e precisar ser reanimada na nossa frente.. Mas a cada dia nós reafirmávamos nosso amor por ela e nossa certeza de que juntos iríamos vencer cada batalha…

Com 60 dias de vida pude finalmente segurá-la no colo pela primeira vez! Foi um momento de grande emoção, tantas coisas por dizer… Preferi apenas aconchegá-la no meu seio e transmitir todo o amor que eu sentia por ela! Depois disso, ela surpreendentemente melhorava a cada dia e os médicos começavam a planejar a sua alta. Mas, nesse mesmo período, a cabecinha dela começou a crescer. Aquela hemorragia dos primeiros dias de vida havia deixado de herança uma hidrocefalia. Foi necessária uma cirurgia para colocação de um dreno em sua cabecinha. Minutos antes da operação, eu pedi a ela novamente para ser forte e ela superou mais essa batalha. Uma semana depois, nós finalmente recebemos a nossa tão sonhada alta, após 106 dias de internação, e pudemos vir pra casa…

Eu sabia que ali começava outra batalha, os médicos haviam nos alertado que provavelmente ela seria uma criança vegetativa, e jamais teria uma vida “normal”… Novamente, reafirmei a ela meu compromisso: disse que pra mim não importava o que viria pela frente, nós sempre enfrentaríamos tudo juntas, que eu jamais sairia do lado dela , que nós seríamos como uma só, eu me tornaria seus olhos e seus ouvidos e suas pernas, se fosse preciso…

Mais uma vez a minha Rafinha mostrou sua força e, para a surpresa de todos, ela foi a cada dia se superando. Aquela criança que jamais enxergaria, olha nos meus olhos e sorri pra mim todos os dias. Aquela criança que não escutaria, adora música, principalmente quando cantamos pra ela. Aquela criança que seria “um vegetal”, hoje já se arrasta pela casa estica seus bracinhos para mim e diz Mãmã”.

Foto: A décima primeira história de amor é da Roberta Toneti, mãe da Rafaella. Um testemunho emocionante que não deixa dúvidas acerca da força transformadora do amor! Eu não conheço a Roberta pessoalmente, mas tenho tido o prazer de conversar com ela virtualmente para celebrar lutas e conquistas! A você, Roberta, meu carinho, minha admiração e minha gratidão por saber de você e sua filha fortalecidas e felizes!   "Minha história começou há 6 anos, quando engravidei. Aos 6 meses de gestação tive pré-eclampsia, somada à sindrome de hellp, o que me obrigou a fazer uma cesárea de emergência. Minha filha Rebecca nasceu com 760 gramas e, apesar de todos esforços, ela se foi quatro dias após nascer... Isso nos marcou muito, a mim e ao meu marido... Eu, que sempre fui uma pessoa muito alegre, me tornei depressiva e triste... A partir dali, sonhava com uma nova gravidez.  A minha Rebecca se foi, mas deixou em mim o desejo avassalador de ser mãe novamente!  Em julho de 2011, eu descobri que estava grávida. Em função do meu histórico físico e emocional, fui acompanhada por um especialista em gestação de alto risco, e tive uma gravidez muito regrada e cheia de restrições. Mas eu estava disposta a fazer o que fosse necessário. Minha alegria foi imensa quando constatei que se tratava de uma menina, minha tão sonhada Rafaella... Porém, mesmo com todos os cuidados, aos 5 meses comecei a apresentar novamente os sintomas da pré-eclampsia.  Tentamos tudo, eu daria minha vida se preciso fosse... Novamente fui internada e, apesar de todos os esforços, com apenas 6 meses de gestação no dia 31 de dezembro, às 17h56, nascia minha Rafaella, prematura extrema, pesando apenas 665 gramas e medindo 29 cm... Os médicos não nos deram esperanças, pois um bebê tão pequeno e frágil teria muito pouca chance de sobrevivência. E, ao mesmo tempo, também alertaram para o risco de tentar outro filho, pois consideraram que eu não resistiria a outra pré-eclampsia. O desespero foi enorme. A Rafinha era muito menor do que a nossa primeira filha, que não havia resistido. Naquele dia, eu fui até a sua incubadora e conversei longamente com ela, disse o quanto ela era amada e desejada e pedi que ela não se entregasse, que ela lutasse pela vidinha dela, pois nós jamais iríamos desistir e estaríamos ali todos os dias ao seu lado. Falei, ainda, que não importava o fato de ela ser pequena e aparentemente tão frágil, que eu sabia que ela era forte, que eu acreditava nela com todo meu coração e que juntas iríamos vencer todas as batalhas que tivéssemos que travar! E assim foi a nossa luta. Logo nos primeiros dias, ela teve uma hemorragia cerebral decorrente de uma infecção, e foram várias infecções, uma atrás da outra, sendo a pior delas a que causa necrose no intestino. Os médicos novamente nos alertaram para a gravidade do quadro. Para eles, o pior era apenas uma questão de horas...Mas eles não conheciam a força da minha Rafinha, que, depois de 15 dias, se curou dessa infecção.. Ainda houve várias intercorrências, três paradas respiratórias de ficar totalmente roxa e precisar ser reanimada na nossa frente.. Mas a cada dia nós reafirmávamos nosso amor por ela e nossa certeza de que juntos iríamos vencer cada batalha...  Com 60 dias de vida pude finalmente segurá-la no colo pela primeira vez! Foi um momento de grande emoção, tantas coisas por dizer... Preferi apenas aconchegá-la no meu seio e transmitir todo o amor que eu sentia por ela! Depois disso, ela surpreendentemente melhorava a cada dia e os médicos começavam a planejar a sua alta. Mas, nesse mesmo período, a cabecinha dela começou a crescer. Aquela hemorragia dos primeiros dias de vida havia deixado de herança uma hidrocefalia. Foi necessária uma cirurgia para colocação de um dreno em sua cabecinha. Minutos antes da operação, eu pedi a ela novamente para ser forte e ela superou mais essa batalha. Uma semana depois, nós  finalmente recebemos a nossa tão sonhada alta, após 106 dias de internação, e pudemos vir pra casa...  Eu sabia que ali começava outra batalha, os médicos haviam nos alertado que provavelmente ela seria uma criança vegetativa, e jamais teria uma vida "normal"... Novamente, reafirmei a ela meu compromisso: disse que pra mim não importava o que viria pela frente, nós sempre enfrentaríamos tudo juntas, que eu jamais sairia do lado dela , que nós seríamos como uma só, eu me tornaria seus olhos e seus ouvidos e suas pernas, se fosse preciso...  Mais uma vez a minha Rafinha mostrou sua força e, para a surpresa de todos, ela foi a cada dia se superando. Aquela criança que jamais enxergaria, olha nos meus olhos e sorri pra mim todos os dias. Aquela criança que não escutaria, adora música, principalmente quando cantamos pra ela. Aquela criança que seria "um vegetal", hoje já se arrasta pela casa estica seus bracinhos para mim e diz Mãmã". (A foto da linda Rafinha, que encanta pela beleza e pela força!)

A linda Rafinha, que encanta pela beleza e pela força!
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