O cuidado que transcende gerações – Laudiene Alcântara

Receita para um sábado alegre: ler a oitava história de amor – da nossa série de doze – contada pela Laudiene Alcântara. Um relato leve e genuíno, como devem ser os afetos da vida!

Obrigada, Laudiene!16/08/2014

“Como não falar de amor e sentir o amor após a leitura do Diário de Alice, todas as manhãs? Sempre leio pela manhã e, assim, começo o meu dia reflexivo e bem! Hoje, após a minha leitura matinal, mais uma reflexão! E o despertar de uma vontade de contar uma história.

A minha Vozinha (vulgo Quininha, como ela escrevia em suas cartas de carinho ao cantor Daniel, de quem era fã) faleceu em 19 de maio de 2010, na data e mês de seu nascimento, com 92 anos! Ela faleceu sem sofrer, feliz por tudo que cativou e nos proporcionou. Tenho sentido uma saudade muito grande dela e a cada dia que passa gosto mais de escutar as histórias dos “mais velhos”. A grande maioria delas fala de amor de todas as formas. Com a Vovó Quininha, aprendi muita coisa, aprendi a querer viver com alegria, com respeito aos outros, com humor, com emoção, com verdade, com vontade e, principalmente, com muito amor. Esse foi o legado que ela nos deixou.
Por conta desse carinho pelos avós, sempre fui visitar a Vó Mimita, avó do Hugo, meu marido. Seja em Ervália (onde ela nasceu) e depois em Juiz de Fora (onde ela mora atualmente). E sempre nos demos muito bem, havia um carinho muito grande entre nós. Vovó Quininha faleceu e fiquei desamparada sem a nossa “linda avó dos olhos azuis”. Desde então, a Vovó Mimita me amparou ainda mais. Nossos laços foram ficando mais fortes, algo espontâneo, sincero, único e nosso. Sentia que era um amor crescendo sem muita explicação.
Por coincidência ou não, em algumas comemorações de família, sempre uma de nós tira a outra no amigo oculto, e é uma alegria dupla quando descobrimos, trocamos os presentes e nos abraçamos. Atualmente, conversamos por telefone pelo menos uma vez por semana, penso nela sempre e a coloco em minhas orações. Vou visitá-la sempre que posso e conversamos, rimos juntas, seguro as suas mãos enrugadas e belas, acaricio os seus cabelos brancos, lisos e beijo aquele rostinho com marcas da vida. O amor que sinto pela Vovó Mimita é grande e gostoso de sentir. Fazemos declarações uma para a outra.
Essa história veio logo em minha cabeça, acredito que porque ela está aqui em BH, algo raro de acontecer, na casa de um dos filhos. Ela precisa de atenções, tem 87 anos, é diabética, toma injeção (insulina) duas vezes ao dia, é preciso controlar a glicose, tem hora certa para comer, está se recuperando de um machucadinho na perna (um tumor) e, agora, a diabetes está atacando a visão. Esses dias que a Vovó Mimitinha está aqui, vamos vê-la todos os dias, eu, meu marido e minha filha. E é uma bagunça, uma alegria só! É um amor gostoso de sentir!”

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