Doçura de avó – por Cláudia Lima

Prometo uma semana muito doce por aqui, posto que esse é o sabor do afeto. Começamos com a quinta história de amor, o relato de uma vovó apaixonada. Preciso dizer que a história dela veio numa carta linda, que transborda delicadeza em cada detalhe. Ter uma avó assim é sorte grande!
Cláudia Lima, obrigada por compartilhar sua maneira de perpetuar o afeto a cada geração!

Tornei-me vovó em fevereiro de 2012, quase sessentona, quando soube que meu terceiro filho estava grávido e, desde então, me transportei para esse universo… Mais tarde soubemos que seria menino e que se chamaria Rafael, como o pai, cujo nome eu havia escolhido há trinta e dois anos… Decidimos chamá-lo de Rafinha, para se diferenciar do Rafão, seu pai…
O menino “mais lindo desse mundo” nasceu no dia 28 de setembro e, desde que o peguei em meus braços, percebi que meu mundo havia se transformado… Ser vovó é rejuvenescer, não importando a idade… Eu fui mãe muito nova e pensei que seria vovó também, mas aos poucos fui percebendo que os tempos eram outros e que a minha juventude seria renovada a cada netinho que viesse…
Para ele eu tenho todo o meu tempo, mesmo que curtinho entre uma coisa e outra, preparo o suquinho, a sopinha e lhe mostro os passarinhos, aviões e tudo que está à nossa volta… Andamos de cavalinho e pulamos nos brinquedos… Quanta coisas vivemos juntos e quanta preocupação também, como quando ele teve bronquiolite e permaneceu no hospital, nas vezes em que teve febre porque foi vacinado e toda vez que apareceram em sua pele seus processos alérgicos.
Enfim, me sentir avó é também reviver o tempo em que criei meus quatro filhos, todos com os mesmos princípios, mas cada de um jeito diferente e cada um com seu ritmo… Só o tempo nos amadurece e nos leva a perceber que todos chegariam à idade adulta diferentes em sua essência, ímpares, mas ao mesmo tempo pares em seu aprendizado, através da amizade incontida, na coletividade e maturidade. Só sendo avó para fazer certas descobertas…
Hoje, com um ano e dez meses, quantos sonhos para serem vividos, quantos priminhos chegarão! Quanta vida ainda viverei, para acompanhar de perto a vidinha de cada um dos outros netos que ainda terei, além do meu primeiro e único principezinho.
Uma avó tem açúcar, melado, beijos estalados com gosto de brigadeiro, de cajuzinho, chocolate ao leite e bolo. Pouco estresse e muito amor, que divide e que se multiplica no único instante por estar ao lado do neto. Rafinha é um docinho que nos aconchega e nos aproxima enquanto família e faz nossos dias de todas as cores!

Rafinha mostrando o sorriso... Ele é um menino muito alegre e simpático e não é porque é meu netinho não!

Rafinha mostrando o sorriso… Ele é um menino muito alegre e simpático e não é porque é meu netinho não!

Anúncios
Esse post foi publicado em Partilhas de amor e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s