As maiores conquistas nas menores medidas – por Ana Paula Batista

O dia começa hoje com a terceira história da série comemorativa pelo aniversário de minha filha.

O registro amoroso que se lê a seguir foi enviado pela Ana Paula Batista, uma mãe corajosa que viveu, intensamente, a capacidade transformadora do amor.

Ana Paula, que as memórias das alegrias sejam cada vez mais abundantes na vida de vocês. Obrigada pela partilha!

“Meus pequenos nasceram literalmente pequenos, com 28 semanas: Felipe com 1.125 kg e 39 cm, Rafael com 1.015kg e 35 cm. Uma vitória, para uma mãe que ouviu, durante um bom tempo, que seus fetos eram inviáveis…
Fui internada com 20 semanas de gestação, com incompetência istmo-cervical, meu colo do útero tinha apenas 1 cm. Foram dias e dias deitada – só deitada, 60 no total… Passamos Natal, Reveillon e quase chegamos no Carnaval, mas a bolsa de um dos meninos estourou antes.
Parto às pressas, tensão no lugar da comemoração… Enquanto muitas mães sofrem por não saírem do hospital com seus filhos nos braços, eu comemorava que eles estavam lutando pela vida na UTIP, e estavam vivos!
Ser mãe prematura é comemorar cada grama, cada mililitro, cada detalhe, como uma grande conquista… É viver um dia de cada vez, até mesmo porque os boletins médicos mudam de uma hora para outra. Descobri uma fé que desconhecia, descobri que não precisava ser grande para ser forte. Meus pequenos, que já nem eram tão pequenos mais, me mostravam isso dia-a-dia.
Tê-los em casa após 60 dias de UTIP foi uma emoção maravilhosa! Agora aqueles meninos eram meus!!!! Só meus, sem aparelhos, sem saturímetros, sem CPAPs… Sem médicos e enfermeiras…
Ainda me emociono com casos semelhantes, com histórias bem sucedidas e, infelizmente, outras nem tanto… Gostaria de poder ajudar mães prematuras, pois acho que só quem passou por isso sabe o tamanho dessa dor. Ver seu filhinho aparentemente tão frágil, chorando e não poder acalentá-lo nos braços…
O tempo passou, e muito rápido! Meus príncipes estão com 3,5 anos.
Felizmente hoje as lembranças são mais das sapequices, travessuras, lindos sorrisos e algumas birras também!
Fico feliz em poder compartilhar um pouco da nossa história!”

Obrigada e abraços,
Ana Paula

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